Estou com Fome?

Se você leu os meus dois últimos posts já deve estar começando a entender que seu olhar sobre o emagrecimento e as dificuldades envolvidas nesse processo precisam mudar de foco: parar de fazer dietas e passar a comer normalmente. E você pode estar pensando que está muito simples para ser verdade, ou que isso é impossível. Por isso eu vou continuar nesse assunto, porque eu também já tive esses pensamentos e só depois de estudar e aplicar em mim mesma e pouco a pouco nos meus pacientes pude acreditar que isso é possível sim!

Temos na Nutrição uma abordagem que está crescendo a cada dia que é a “Nutrição Comportamental”, que é inovadora e tem respaldo científico. Essa Nutrição não exclui nenhuma outra especialidade, mas sim faz todas elas fazerem sentido. Continua sendo importante tratar doenças identificando sinais e sintomas de desequilíbrio de nutrientes, sensibilidades e intolerâncias alimentares, porém o foco não está exclusivamente no alimento e na individualidade bioquímica de quem come, mas também considera o resgate dos instintos, da intuição e do prazer por comer. Afinal nós (seres humanos) comemos desde sempre, e a Nutrição é uma ciência da modernidade. Eu acho isso incrível!

Então para você começar a entender e resgatar seus instintos, intuição e prazer por comer fica aqui um exercício prático:

Sempre que sentir fome use o esquema abaixo para identificar qual é o tipo de fome que você está tendo: física (fisiológica, biológica) ou emocional; e, então começar a fazer escolhas de forma mais consciente.

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Fez sentido para você? Vou ficar muito feliz em saber o que você achou e se essa sequência de posts está te ajudando de alguma forma. Meu e-mail é giseli@anutricaotem.com.br

Compartilhe esse post para que mais pessoas saibam que é possível comer sem sofrer, sem culpa e ainda assim emagrecer!

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A Verdade Nua e Crua das Dietas

Você já percebeu que quanto mais dietas você faz (ou tenta fazer), menos magra você fica? Assustador pensar assim, não é mesmo?

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As estatísticas mostram que 95% das pessoas que fazem dieta recuperam o peso perdido ou até mais, e nessa estatística estão incluídas também as dietas prescritas por nutricionistas.

Para seguir uma dieta você precisa se comportar como se fosse um ratinho de laboratório, você só pode comer em determinados horários, determinados alimentos, em determinadas quantidades, passa a medir, pesar, contar calorias, carboidratos e gorduras, controlar seu peso usando a balança, tudo é controlado, seus instintos fisiológicos são ignorados, afinal você não pode ter fome e não são bem vindas as vontades e desejos pelos alimentos que você gosta, eles tem que ser mantidos bem longe, o que vai se tornando um grande problema, porque tudo que é proibido passa a se tornar supervalorizado, desejado e mais gostoso! Mas quando se trata de dieta, comer não pode ter outra finalidade que não seja para emagrecer, secar, ficar fit, etc.

Você sabia que nasceu com todas as habilidades necessárias para comer quando sentisse fome e parar de comer quando estivesse verdadeiramente saciado? Pois é, nascemos com esses instintos fisiológicos (ou estímulos internos) muito bem organizados, afinal comer é essencial para a nossa sobrevivência.

Porém a medida que crescemos, recebemos diversos estímulos externos, que nos fazem perder ou dar cada vez menos importância aos nossos estímulos internos. Esses estímulos externos começaram a aparecer quando:

  • Você só ganhava uma sobremesa se comesse toda a comida do seu prato
  • Aprendeu a comer porque era hora da refeição (mesmo sem estar com fome)
  • Percebeu que tinha oferta em grande quantidade ou facilitada de alimentos palatáveis ricos em açúcar, gordura e sal (geralmente industrializados)
  • Passou a comer por estar triste, ansiosa ou estressada
  • Vai para restaurantes ou festas e acaba perdendo a noção do quanto já comeu, afinal todos estão comendo e bebendo e você continua para acompanhar

São inúmeros estímulos externos que podem te levar a comer mais do que o necessário e comer alimentos de qualidade ruim e fazer dieta adiciona mais uma série de estímulos externos que falsamente controlam a situação e você pode associar isso aquela brincadeira da corda, o cabo de guerra onde em uma ponta estão os estímulos sabotadores (que engordam) e na outra os estímulos controladores (que emagrecem) e dependendo do momento da sua vida a corda está pendendo para um lado ou para o outro, mas nunca em equilíbrio como você gostaria.

Então como emagrecer sem fazer dieta? Aguarde o próximo post.

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Cinco Erros de Quem Quer Emagrecer

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1) Fazer Dieta!

Dieta tem data de início e fim, ao acabar esse período você provavelmente se permitirá e voltará a comer o que comia antes e consequentemente ganhará de volta todos os quilos perdidos. Pratique reeducação alimentar, essa sim é para a vida toda!
2) Estipular uma META IRREAL.

A perda de peso tem que ser visualizada como parte do objetivo. Perder de 500 gramas a 1 kg por semana é uma meta possível, acima disso você poderá estar perdendo não somente gordura, mas também água e massa muscular e consequentemente estará desacelerando seu metabolismo (gasto calórico). Pior ainda se você fizer dieta sem fazer atividade física.

3) Rotular alimentos: “engordativos” e “não-engordativos”. 
Na verdade, qualquer alimento que você come além da sua necessidade, somado a tudo o que você come ou bebe (exceto água) durante o dia, vai contribuir para o seu ganho de peso. Por isso é importante aprender a reconhecer os sinais de fome, sede e saciedade, assim você não terá desejos incontroláveis por certos alimentos, não precisará fazer restrições mirabolantes e terá mais controle perante as “tentações”.

4) Monotonia alimentar.

Comer todos os dias os mesmos alimentos, não ser criativo no preparo ou ao escolher os alimentos.

5) Não fazer atividade física.

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Dez Dicas Para Uma Alimentação Equilibrada (Dicas 1 e 2)

Se você não leu o post inicial clique aqui.

Todos os dias, nos alimentamos para fornecer energia para o nosso organismo funcionar. Essa energia é proveniente dos nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais etc) contidos nos alimentos ingeridos, porém para que tudo isso favoreça o equilíbrio orgânico, tenho duas sugestões para você:

1. Fazer de quatro a seis refeições por dia com intervalos de 2h30 a 3h, sendo três refeições principais (desjejum, almoço e jantar) e mais 3 intermediarias (lanche da manhã, lanche da tarde e ceia)

Ao fracionar as refeições oferecemos nutrientes em quantidade equilibrada ao longo do dia. Com isso evitamos sobrecargas em alguns órgãos, tais como pâncreas e rins. O pâncreas produz insulina, hormônio que permite que a glicose seja absorvida por cada célula e os rins filtram todos os excessos no nosso corpo.
A glicose é o resultado da digestão dos carboidratos e a fonte primária de energia para o funcionamento do organismo. Assim, quando pulamos refeições, deixamos de fornecer uma energia essencial as nossas células. O órgão mais afetado pela falta de glicose é o cérebro, consequentemente a  capacidade de raciocínio e concentração podem ser comprometidas. 
Como o cérebro é o comando central e nessa situação ele pode entrar em crise, é liberado o hormônio cortisol que estimula o processo de transformação das proteínas dos nossos músculos em glicose, e também conserva, por precaução, o nosso estoque de energia em forma de gordura, principalmente na região abdominal.
Aqui vão benefícios de alimentar-se regularmente:
  • Fome controlada sem aquela vontade de atacar tudo o que aparecer na sua frente 
  • Manutenção da massa muscular e redução do indesejado acúmulo de gordura corporal
  • Perda de peso facilitada ou manutenção deste se já estiver adequado
  • Energia e disposição para as tarefas do dia-a-dia 
2. Fazer das refeições um momento agradável

Não basta ingerir os alimentos certos, o seu organismo também deve estar apto para digerí-los: sinta o aroma, mastigue bem, saboreie, coma com calma. Ao sentir o cheiro da comida, seu cérebro já inicia o preparo do sistema digestivo e você começa a salivar. A digestão começa na boca pela ação de enzimas da saliva, que permanece sendo estimulada pelo processo mecânico de trituração do alimento.
A boa mastigação também favorece a eliminação de toxinas e resíduos do organismo, além de ser fundamental para a liberação de neurotransmissores responsáveis pela saciedade. Portanto, não pense no ato de comer como apenas alguns minutos à mesa, pense nisso como um momento de investimento na sua saúde.
Quem come rápido não mastiga, não saliva e compromete o restante do processo digestivo, além de não absorver corretamente os nutrientes da comida. Os sintomas de uma má digestão podem ser distensão abdominal, gases, alergias como rinite, dermatite, labirintite, entre muitos outros.
Referências:

CARREIRO, D; VASCONCELOS, L; AYOUB, ME. Síndrome Fúngica: uma epidemia oculta. 3 ed. São Paulo, SP, 2011.

CERIBELLI, C. Diabete Sob Controle: estratégias e orientações práticas para uma vida saudável. São Paulo: Escala.

NAVES, A. Nutrição Clínica Funcional: modulação hormonal. São Paulo: VP editora, 2010.

“A informação acima não substitui recomendações nutricionais efetuadas por profissional capacitado. Consulte sempre seu nutricionista.”