Mentalidade de dieta: o que é, como identificar e como afeta sua relação com a comida

Você já terminou de comer e ficou pensando que deveria ter escolhido outra coisa? Já sentiu culpa depois de comer um doce, prometeu que começaria a se alimentar “direito” na segunda-feira ou pensou que precisava fazer exercício para compensar o que comeu?

Talvez você nem esteja seguindo uma dieta neste momento. Ainda assim, esses pensamentos podem continuar presentes na sua rotina.

Isso acontece porque a mentalidade de dieta não depende necessariamente de estar fazendo uma dieta. Ela pode continuar influenciando a maneira como você pensa sobre comida, avalia suas escolhas alimentares e enxerga o próprio corpo, mesmo depois de decidir que não quer mais viver contando calorias ou seguindo regras rígidas.

Mas, afinal, o que é mentalidade de dieta? Como ela se manifesta no cotidiano e por que pode ser tão difícil se desvencilhar dela?

O que é mentalidade de dieta?

A mentalidade de dieta é um conjunto de crenças, regras e valores que aprendemos culturalmente sobre alimentação, peso e corpo. Ela nos leva a acreditar que existe uma maneira ideal de comer e que precisamos controlar nossas escolhas para alcançar ou manter determinado corpo.

É como se recebêssemos um manual invisível com instruções sobre o que podemos comer, em quais horários, em quais quantidades e até como deveríamos nos sentir depois de comer.

Nesse manual, alguns alimentos são classificados como “bons” e outros como “ruins”. Comer de acordo com as regras significa ter disciplina e força de vontade. Sair do planejado, por outro lado, pode ser interpretado como falta de controle, fraqueza ou fracasso.

Imagine, por exemplo, uma pessoa que almoçou conforme havia planejado, mas, à tarde, comeu um pedaço de bolo que estava na copa do trabalho.

Em vez de simplesmente perceber que comeu um bolo e seguir com o dia, ela começa a pensar:

“Eu não devia ter comido isso.”

“Agora estraguei tudo.”

“Preciso compensar no jantar.”

Perceba que o sofrimento não está necessariamente no bolo, mas no significado que essa pessoa atribui ao que comeu.

A mentalidade de dieta transforma a alimentação em uma espécie de prova diária de disciplina. Cada refeição vira uma oportunidade de acertar ou errar, e comer deixa de ser apenas uma necessidade fisiológica e uma experiência de prazer para se tornar também uma avaliação do próprio comportamento.

Como a mentalidade de dieta aparece no dia a dia?

Ela nem sempre se apresenta como uma dieta explícita, com cardápio, calorias e alimentos proibidos. Muitas vezes, aparece em frases comuns, que repetimos sem perceber o quanto influenciam nossa relação com a comida.

1. Quando dividimos os alimentos entre permitidos e proibidos

“Durante a semana, posso comer direitinho. No fim de semana, libero um pouco.”

“Eu não compro chocolate porque, se tiver em casa, vou comer tudo.”

“Esse alimento é uma bomba de calorias.”

Essas frases podem parecer estratégias práticas para organizar a alimentação. Entretanto, vale observar o que está por trás delas.

Quando determinados alimentos são colocados na categoria dos proibidos, eles podem ganhar ainda mais importância. A pessoa passa a pensar neles com frequência, sente que precisa resistir à vontade de comê-los e teme perder o controle caso tenha acesso a eles.

É como tentar não pensar em uma música que ficou presa na cabeça: quanto mais você se esforça para afastá-la, mais percebe que ela continua ali.

A restrição alimentar, especialmente quando intensa, pode aumentar a preocupação com comida e o desejo por alimentos que parecem inacessíveis. Isso não acontece da mesma forma com todas as pessoas, mas ajuda a explicar por que proibir algo nem sempre diminui a vontade de comer.

Além disso, quando um alimento é considerado proibido, comê-lo pode provocar culpa ou a sensação de ter feito algo errado.

A questão não é que você precise gostar de todos os alimentos ou comer tudo o que está disponível. É perceber se suas escolhas são flexíveis ou se estão sendo guiadas pelo medo, pela proibição e pela necessidade de resistir.

2. Quando transformamos comida em uma questão de caráter

“Hoje fui muito disciplinada!”

“Ontem enfiei o pé na jaca.”

“Preciso ter mais força de vontade.”

Você já reparou como usamos palavras que normalmente associamos ao comportamento e ao caráter para avaliar o que comemos?

Nesse raciocínio, seguir as regras alimentares significa ser uma pessoa boa, disciplinada e comprometida. Comer algo que estava fora do planejado pode significar ser fraca, descontrolada ou incapaz.

É como se a alimentação fosse uma prova e cada refeição recebesse uma nota.

O problema é que uma escolha alimentar não é uma medida do seu valor como pessoa.

Você pode fazer uma refeição diferente do que imaginava sem ter falhado. Pode comer um doce sem precisar justificar a escolha. E pode ter dificuldade para organizar sua alimentação em uma semana corrida sem que isso signifique falta de comprometimento.

Quando retiramos o julgamento moral da comida, abrimos espaço para perguntas mais úteis:

“Eu estava com fome?”

“Eu estava com vontade de comer isso?”

“Como foi essa experiência para mim?”

“Existe algo na minha rotina que eu gostaria de ajustar?”

Essas perguntas ajudam a compreender o que aconteceu, em vez de transformar a alimentação em mais um motivo para se criticar.

3. Quando acreditamos que precisamos compensar o que comemos

“Comi demais no almoço. Vou pular o jantar.”

“Hoje preciso caprichar no treino porque exagerei ontem.”

“Já que saí da dieta, amanhã vou comer bem menos.”

A lógica da compensação funciona como um sistema de dívidas: você come algo considerado inadequado e, em seguida, precisa pagar por isso, seja restringindo a alimentação, seja aumentando o exercício físico.

O problema é que o corpo não funciona como uma conta bancária em que cada alimento precisa ser quitado imediatamente.

A fome, a saciedade e as necessidades energéticas variam ao longo do dia. Comer mais em uma refeição não significa que você precise passar fome na seguinte. Da mesma forma, o exercício físico não precisa ser uma punição pelo que você comeu.

Além disso, restringir a alimentação para compensar uma refeição pode aumentar a fome e a preocupação com comida, favorecendo um ciclo de restrição e episódios de comer em excesso em algumas pessoas.

Imagine alguém que come mais do que pretendia no jantar e decide não tomar café da manhã no dia seguinte. Ao chegar ao almoço, está com muita fome, come rapidamente e sente que perdeu o controle. Depois, conclui que precisa ser ainda mais rígida.

Assim, uma tentativa de compensação pode contribuir para manter justamente a dificuldade que a pessoa deseja resolver.

Em vez de tentar apagar uma refeição, pode ser mais útil retomar a alimentação habitual, respeitando a fome, a saciedade e as necessidades do momento.

4. Quando pensamos que já que erramos, tanto faz continuar

“Já comi um pedaço de bolo mesmo. Agora vou comer o resto.”

“Já estraguei a dieta hoje. Amanhã eu recomeço.”

Esse tipo de pensamento é conhecido como pensamento dicotômico, ou pensamento de tudo ou nada. A pessoa avalia a alimentação em extremos: ou fez tudo certo, ou colocou tudo a perder.

É como derramar um pouco de café na roupa e concluir que, como ela já está manchada, vale a pena jogar o restante da xícara sobre ela.

Na alimentação, essa lógica pode fazer com que um alimento que estava fora do planejado seja interpretado como o fim de qualquer possibilidade de escolha consciente naquele dia.

Mas comer um pedaço de bolo não determina o que você vai comer depois. Uma refeição não anula as demais, assim como um dia não resume sua alimentação inteira.

Você não precisa esperar a próxima segunda-feira para voltar a se cuidar. Pode simplesmente continuar o seu dia, sem punições e sem a obrigação de compensar.

E isso não significa ignorar o que aconteceu. Significa poder refletir sobre a experiência sem transformá-la em um fracasso completo.

5. Quando comemos como se fosse a última oportunidade

“Vou aproveitar agora porque segunda-feira começo a dieta.”

“É melhor comer bastante hoje, porque depois não vou poder.”

Você já percebeu como a proximidade de uma nova dieta pode vir acompanhada de uma vontade intensa de comer justamente os alimentos que pretende cortar?

Esse comportamento é conhecido como efeito da “última ceia”: diante da expectativa de uma futura restrição, a pessoa sente que precisa aproveitar enquanto ainda pode.

É como se estivesse se despedindo de algo que ficará indisponível por tempo indeterminado.

Quando chega a segunda-feira, a restrição começa. A pessoa tenta seguir as regras, mas a vontade de comer os alimentos proibidos pode continuar presente. Em algum momento, ela pode voltar a comê-los em maior quantidade, sentir culpa e decidir que precisa recomeçar.

Esse ciclo não acontece com todas as pessoas, nem explica todos os episódios de comer em excesso. Porém, ajuda a compreender como a expectativa de privação pode influenciar as escolhas alimentares.

Quando os alimentos deixam de ser tratados como oportunidades raras que precisam ser aproveitadas antes de uma proibição, pode ficar mais fácil fazer escolhas sem tanta urgência.

6. Quando desconfiamos da nossa capacidade de comer

“Não posso ter chocolate em casa.”

“Se eu começar a comer, não vou conseguir parar.”

“Preciso me policiar o tempo todo.”

Essas frases revelam uma relação em que a pessoa sente que precisa vigiar continuamente o próprio comportamento alimentar.

É como viver com um fiscal interno que acompanha cada refeição, aponta os erros e exige correções. Mesmo quando não há uma dieta em andamento, a pessoa continua monitorando o que come, avaliando se exagerou e antecipando como vai compensar.

Na prática, isso pode ocupar muito espaço mental: planejar o que vai comer, evitar situações que envolvam determinados alimentos, negociar consigo mesma se pode repetir uma refeição ou sentir ansiedade diante de um convite para comer fora.

Quanto mais a pessoa acredita que não pode confiar em si mesma, mais pode tentar controlar cada detalhe da alimentação.

Construir uma relação mais tranquila com a comida não significa comer sem perceber, ignorar as necessidades do corpo ou abandonar qualquer forma de organização. Significa desenvolver, gradualmente, mais flexibilidade e confiança para fazer escolhas sem precisar viver em estado permanente de vigilância.

Por que a mentalidade de dieta continua mesmo quando não estamos fazendo dieta?

Talvez você tenha reconhecido algumas dessas situações e pensado: “Mas eu já sei que não quero mais viver assim. Por que continuo pensando desse jeito?”

Porque compreender racionalmente que as dietas não resolveram sua relação com a comida não faz com que todas as crenças aprendidas desapareçam automaticamente.

Durante anos, você pode ter ouvido que determinados corpos são melhores, que emagrecer é sempre uma conquista e que ter uma alimentação adequada depende de disciplina e controle. Pode ter recebido elogios quando perdeu peso e críticas, explícitas ou sutis, quando engordou.

Essas mensagens não ficam restritas à teoria. Elas podem se tornar referências usadas para avaliar o próprio corpo e as escolhas alimentares.

É como aprender uma língua na infância: mesmo depois de estudar outras formas de se comunicar, algumas expressões antigas continuam surgindo espontaneamente.

Da mesma maneira, você pode decidir que não quer mais fazer dieta e, ainda assim, sentir culpa ao comer um alimento que considera inadequado. Pode entender que precisa respeitar a fome, mas continuar acreditando que comer à noite é errado. Pode querer uma relação mais flexível com a comida e, ao mesmo tempo, sentir medo de perder o controle se deixar de seguir suas regras.

Isso não significa que você não aprendeu nada ou que não está se esforçando o suficiente. Significa que mudar uma crença envolve mais do que reconhecer que ela não faz bem: envolve perceber como ela aparece na vida cotidiana e experimentar outras formas de se relacionar com a comida.

Como começar a reconhecer a mentalidade de dieta na sua rotina?

O primeiro passo não precisa ser mudar tudo o que você come. Pode ser observar os pensamentos e as regras que acompanham suas escolhas.

Experimente prestar atenção a algumas situações:

Quando você sente vontade de comer algo:

  • Você considera se está com fome, se está com vontade ou se aquele alimento lhe parece prazeroso?
  • Ou começa imediatamente a calcular calorias, pensar no peso e avaliar se deveria ou não comer?

Quando come algo que considera inadequado:

  • Você consegue seguir com o dia?
  • Ou sente culpa, pensa que estragou tudo e começa a planejar uma compensação?

Quando organiza sua alimentação:

  • As estratégias que utiliza ajudam a cuidar de você e podem ser adaptadas quando necessário?
  • Ou você sente que precisa cumpri-las perfeitamente, mesmo quando não fazem sentido para a situação?

Quando pensa no seu corpo:

  • Você consegue reconhecer outras dimensões do seu bem-estar?
  • Ou seu humor e sua sensação de sucesso dependem principalmente do número que aparece na balança?

Não existem respostas que definam, isoladamente, se uma pessoa tem mentalidade de dieta. O importante é observar a frequência desses pensamentos, a rigidez das regras e o impacto que tudo isso tem na sua vida.

Também vale lembrar que planejar refeições, buscar uma alimentação adequada às suas necessidades ou acompanhar alguma condição de saúde não significa, por si só, viver sob a mentalidade de dieta. A diferença está, entre outros aspectos, na flexibilidade, na motivação e na maneira como essas orientações se relacionam com suas necessidades e com os sinais do corpo.

É possível construir uma relação diferente com a comida

Reconhecer a mentalidade de dieta não significa que você precise abandonar toda forma de organização alimentar ou que nunca mais vá sentir culpa, insegurança ou vontade de seguir regras.

O processo é mais gradual do que isso.

Pode começar quando você percebe que está chamando uma refeição de “errada” e se pergunta por que precisa classificá-la dessa maneira. Quando sente vontade de compensar o que comeu, experimente retomar sua rotina sem punições. Quando percebe que está seguindo uma regra automaticamente e se permite questionar se ela ainda faz sentido.

Aos poucos, você pode aprender a considerar outros aspectos das escolhas alimentares: fome, saciedade, prazer, preferências, rotina, condições de saúde, cultura, disponibilidade de alimentos e necessidades individuais.

Isso não significa que todos esses fatores terão o mesmo peso em todas as situações. Significa reconhecer que comer é uma experiência complexa, e não uma simples prova de disciplina.

Na nutrição comportamental, esse olhar ajuda a compreender que a alimentação não pode ser explicada apenas pelo que está no prato. A maneira como pensamos sobre comida, as experiências que vivemos e o contexto em que fazemos nossas escolhas também importam.

Você não precisa acertar todas as refeições para construir uma relação melhor com a comida.

Talvez o começo seja justamente deixar de avaliar cada escolha como uma vitória ou uma derrota e passar a olhar para ela com curiosidade, flexibilidade e menos julgamento.

Em vez de perguntar apenas “Comi certo ou errado?”, você pode começar a perguntar: “O que está influenciando minhas escolhas? Do que eu preciso? Como posso cuidar de mim sem transformar a alimentação em uma batalha?”

Essas perguntas não oferecem uma fórmula pronta. Mas podem abrir espaço para uma relação com a comida em que o cuidado não dependa de vigilância constante, e em que você possa considerar a saúde sem abrir mão do prazer, da autonomia e da vida que acontece ao redor das refeições.

Você não precisa fazer esse caminho sozinha

Reconhecer a mentalidade de dieta é um começo. Mas, quando a culpa, o medo de engordar, a preocupação constante com a comida ou os episódios de perda de controle passam a ocupar muito espaço na sua vida, pode ser difícil encontrar outras formas de lidar com tudo isso sozinha.

O acompanhamento nutricional com uma abordagem comportamental pode ajudar você a compreender os padrões que influenciam suas escolhas alimentares, questionar regras que já não fazem sentido e construir, gradualmente, uma relação com a comida mais flexível, tranquila e respeitosa com suas necessidades.

Esse processo não se resume a aprender o que comer. Também envolve olhar para os significados que a comida e o corpo assumiram ao longo da sua história, respeitando seu ritmo e suas experiências.

Se você sente que a comida ocupa mais espaço nos seus pensamentos do que gostaria e quer construir uma relação diferente com ela, meu acompanhamento nutricional pode ser um caminho.

Sou nutricionista comportamental e trabalho com pessoas que desejam se afastar da lógica das dietas e desenvolver uma relação com a comida e com o corpo baseada em mais autonomia, acolhimento e menos culpa.

Entre em contato para saber como funciona o acompanhamento. Você não precisa esperar que a situação fique insustentável para buscar apoio.

Nutricionista Comportamental Giseli Reis | CRN3 29082

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Referências Bibliográficas:

  • ALVARENGA, Marle; DAHÁS, Liane; MORAES, César (orgs.). Ciência do comportamento alimentar. 1. ed. Santana de Parnaíba: Manole, 2021.
  • ALVARENGA, Marle dos Santos; DUNKER, Karin Louise Lenz; PHILIPPI, Sonia Tucunduva (orgs.). Transtornos alimentares e nutrição: da prevenção ao tratamento. 1. ed. Barueri: Manole, 2020.
  • ALVARENGA, Marle; FIGUEIREDO, Manoela; TIMERMAN, Fernanda; ANTONACCIO, Cynthia (orgs.). Nutrição comportamental. 1. ed. Barueri: Manole, 2015.
  • COELHO, Desire Ferreira. Por que não consigo emagrecer?. São Paulo: Fontanar, 2021.
  • TRIBOLE, Evelyn; RESCH, Elyse. Comer intuitivo: uma revolucionária abordagem antidieta. Rio de Janeiro: Sextante.

Minha história com a Nutrição começou tentando controlar meu corpo

Hoje, quando alguém me pergunta por que escolhi a Nutrição, a resposta mais fácil seria dizer que sempre gostei de alimentação, que queria ajudar as pessoas ou que me interessava por saúde. Mas não, minha história com a Nutrição começou tentando controlar meu corpo.

Pode parecer estranho ouvir isso de uma nutricionista que, atualmente, trabalha justamente com mulheres que desejam construir uma relação mais tranquila com a comida e com o próprio corpo. Mas quando entrei na faculdade, em 2006, eu acreditava que precisava aprender a controlar o meu peso. E imaginava que a Nutrição finalmente me daria as respostas que eu estava procurando.

“Eu já era magra. Mas, comparada a elas, não.”

Se você viveu os anos 2000, provavelmente se lembra de como eram as capas das revistas naquela época. Mulheres muito magras eram apresentadas como referência de beleza. Dietas e emagrecimento apareciam o tempo todo. Corpos eram comparados, classificados e avaliados. Eu também fazia essas comparações. Eu me lembro de Gisele Bündchen e Sandy serem referências de corpo para mim. Eu já era magra, mas comparada a elas, não.

E, quando você aprende desde cedo a olhar para o próprio corpo dessa maneira, ser magra pode deixar de parecer suficiente. Sempre existe alguma coisa para melhorar. Alguma coisa para controlar. Alguma coisa que ainda não está exatamente como deveria estar. Foi nesse contexto que comecei a acreditar que precisava entender melhor sobre alimentação para, finalmente, conseguir controlar o meu corpo.

“Eu achei que o conhecimento resolveria”

Eu acreditava que, aprendendo o suficiente sobre alimentação, descobriria a maneira certa de controlar meu peso. Então, durante a faculdade, eu aprendi a calcular necessidades energéticas, distribuir macronutrientes e micronutrientes, elaborar cardápios e calcular calorias. Aprendi a prescrever dietas. Eu sabia fazer tudo isso. Mas havia uma coisa que eu não conseguia fazer: seguir o que eu mesma prescrevia. E isso era muito difícil de compreender. Afinal, se eu sabia o que deveria comer, por que não conseguia simplesmente fazer?

Naquela época, era fácil concluir que o problema estava em mim. Talvez me faltasse disciplina. Talvez me faltasse força de vontade. Talvez eu ainda não soubesse o suficiente. Então eu continuava buscando conhecimento.

Só que aconteceu uma coisa que, olhando hoje, parece bastante significativa: quanto mais eu tentava controlar a comida, mais difícil ela ficava de controlar. E aquilo que eu entendia como “descontrole” não estava desaparecendo. Estava ocupando cada vez mais espaço.

“Quando a comida começou a ocupar espaço demais”

A comida foi deixando de ser apenas comida, uma parte da minha vida e começou a ocupar toda a minha cabeça. Eu pensava no que iria comer, quando iria comer, no que poderia ou não poderia comer. E, quando não estava estudando, muitas vezes estava planejando a próxima refeição.

Hoje consigo olhar para aquela fase e perceber algo que, naquele momento, eu não conseguia enxergar: o problema não era simplesmente falta de conhecimento sobre alimentação. Eu sabia bastante sobre comida. O que eu não entendia era por que precisava controlar tanto o que comia. Essa é uma diferença enorme. Porque, quando acreditamos que o problema é não saber o suficiente, a solução parece óbvia: precisamos aprender mais uma coisa, encontrar a dieta certa, descobrir a estratégia que finalmente vai funcionar. E eu passei bastante tempo procurando essa resposta.

“A resposta não veio de uma hora para outra”

A minha relação com a comida não mudou de uma hora para outra. Foi um processo. Vieram o estudo sobre comportamento, a terapia, novas experiências e, principalmente, novas formas de compreender a alimentação, o corpo e a mim mesma.

Ao longo dos anos, fui conhecendo abordagens que ampliaram a maneira como eu entendia a Nutrição. Passei a questionar aquilo que antes parecia tão óbvio: a ideia de que comer bem significava controlar melhor, que o peso precisava estar sempre sob vigilância e que saber o que fazer deveria ser suficiente para conseguir fazer. Foi também nesse processo que conheci a Nutrição Comportamental e, posteriormente, os princípios do Comer Intuitivo. E comecei a perceber que uma relação difícil com a comida não se resolve simplesmente com mais regras. Aliás, em alguns casos, mais controle pode ser justamente parte do problema. Essa descoberta transformou a minha própria relação com a comida. E transformou também a profissional que eu me tornei.

“Hoje, a pergunta é outra”

Durante muito tempo, eu quis aprender como controlar melhor o meu corpo e a minha alimentação. Hoje, meu trabalho parte de uma pergunta muito diferente: O que fez a comida precisar ser tão controlada em primeiro lugar?

Essa mudança de pergunta pode parecer pequena, mas não é. Porque ela muda o lugar de onde começamos a olhar para o problema. Em vez de perguntar apenas “como faço para me controlar?”, começamos a olhar para a história daquela pessoa. Para as regras que ela aprendeu, o medo de engordar, a culpa, a comparação, a pressão social, as emoções e a relação com o próprio corpo. Ou seja, para tudo aquilo que fez com que comer deixasse de ser apenas comer.

E foi justamente por ter vivido, na própria pele, uma relação tão difícil com a comida que hoje eu sei que conhecimento nutricional, sozinho, não é suficiente para construir uma relação tranquila com ela. Eu sabia calcular uma dieta. Mas não conseguia seguir a que eu mesma fazia. E foi preciso muito mais do que aprender a comer “corretamente” para que eu pudesse, de fato, fazer as pazes com a comida.

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Carta Aberta à Compulsão Alimentar

Compartilho esta carta na esperança de que, ao lê-la, você tome a decisão crucial de enfrentar e tratar a compulsão alimentar. É hora de seguir em frente, buscar ajuda profissional e dedicar-se ao cuidado pessoal. Aprender a fazer uso da comida não mais como uma fuga, mas sim uma fonte de nutrição e prazer. Eu desejo que, ao absorver estas palavras, você encontre (ou comece a encontrar) a força necessária para reconstruir o seu relacionamento com a comida.

“Querida” Compulsão Alimentar,

Hoje, escrevo esta carta para me despedir de você, compulsão alimentar, que foi uma presença constante em minha vida por tanto tempo (qualquer tempo com você é tempo demais).

Chegou o momento de seguir em frente, de me desapegar de você, sair desse ciclo vicioso e aprender a viver sem seu falso conforto e efeito anestésico momentâneo. Quero construir o meu caminho de paz, com a comida, com meu corpo e com minha saúde física e mental, abrindo assim espaço para viver a vida com presença e não apenas sobreviver, como tem sido sempre que recorro a você.

A sensação de estar no fundo do poço e sem esperança é horrível, e é horrível também saber que nem você pode ser útil mais. Compulsão alimentar, para mim, não está fazendo mais sentido usar a comida dessa forma! Sim, admito que você teve algumas funções em minha vida. Foi minha companhia, meu escudo, minha distração, minha anestesia. Você preenchia, de forma desajeitada, o vazio que eu não queria ver, nem lidar. Enfim, você foi meu conforto no meio do caos.

No entanto, com o passar do tempo, fui me dando conta do quanto você tem ganhado forças (e eu perdido as minhas), apesar de minhas tentativas de tentar me alimentar melhor, para conseguir me livrar do peso a mais que tenho acumulado em meu corpo desde que você chegou. Tenho vergonha de mim, do meu corpo, do ponto em que cheguei. Tento me privar de certos alimentos, mas quando vejo comi quaisquer outros. O descontrole chegou a tal ponto que basta ser comestível; não precisa nem estar “pronto”.

Já comecei inúmeros tratamentos para emagrecimento e tentei continuar sozinha quando percebia que emagrecia, mas depois de um tempo (após um mês, uma semana ou no final de quase todos os dias), você sempre voltava. Foi então que me dei conta de que não é uma questão de tratar o “peso”, e que na verdade preciso de ajuda para tratar você (compulsão alimentar).

Eu entendo que a jornada para te superar não será fácil, mas continuar do jeito que está é ainda pior. Vou encontrar desafios, recaídas e momentos de fraqueza, mas estou comprometida a olhar para eles, aprender (com eles) e seguir em frente, pois é assim que se constrói novos caminhos.

Decidi buscar ajuda profissional e ter um sistema de apoio forte ao meu redor, enquanto eu ainda não tenho essa força toda. Preciso aprender a reconhecer e lidar com minhas emoções de outras maneiras, em vez de recorrer a comida. Também preciso aprender a me alimentar melhor, a ter bom senso com as informações sobre alimentação saudável, receber orientações específicas para mim, restabelecer a confiança em meu corpo para aprender a responder aos sinais dele, para que eu consiga comer melhor e ter um bom relacionamento com a comida e com meu corpo.

A partir de agora, vou me dedicar a cuidar de mim de maneira completa com autocompaixão e autocuidado. Conforme eu for me reencontrando, você ficará cada vez mais fraca até sobrar apenas uma vaga lembrança. Esta carta marca o fim de nossa relação tóxica e o início de uma nova jornada em busca de bem-estar e autoconhecimento.

Adeus, compulsão alimentar.

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O que é Nutrição Comportamental?

A ciência da nutrição tem suas raízes na biologia e se dedica ao estudo do funcionamento do corpo humano (fisiologia) e como os alimentos podem ajudar a tratar desequilíbrios nutricionais em diferentes fases da vida, com o objetivo de tratar e prevenir doenças.

A nutrição tradicional geralmente consiste em prescrever cardápios para corrigir deficiências ou excessos de nutrientes, controlar a glicemia e tratar doenças relacionadas. No entanto, muitas pessoas enfrentam dificuldades em aplicar teorias de cardápio à prática do seu cotidiano, resultando em insatisfação e falta de resultados a longo prazo. É aí que a nutrição comportamental entra em cena.

A abordagem comportamental da nutrição não se limita aos aspectos biológicos da relação entre seres humanos e alimentos, mas considera também os aspectos psicológicos, sociais e culturais que influenciam a alimentação. O nutricionista comportamental entende que, a longo prazo, não é suficiente dizer ao paciente o que ele deve ou não deve comer, mas sim trabalhar a relação da pessoa com a comida, visando a mudança de hábitos alimentares por meio de ferramentas diversas, como diários de auto-observação, metas de comportamento alimentar e, em alguns casos, cardápios com opções variadas de refeições com o objetivo de melhorar a organização da rotina alimentar e ter uma visão mais ampla e clara da própria estrutura da alimentação sem estimular restrições alimentares.

A mudança de hábitos alimentares é a chave para o sucesso do tratamento e prevenção de doenças relacionadas à nutrição, bem como no tratamento de pessoas com comportamentos alimentares disfuncionais, como a compulsão alimentar, a restrição alimentar excessiva e a culpa em relação à comida. A nutrição comportamental é uma abordagem completa e humanizada, que tem como objetivo ajudar as pessoas a construírem uma relação mais saudável, prazerosa e sustentável com a alimentação.

Se você tem alguma preocupação em relação à sua alimentação, ou sabe o que fazer, mas não consegue colocar em prática ou manter por muito tempo, considere buscar o acompanhamento de um nutricionista comportamental para ajudá-lo nessa jornada. Invista em sua saúde e qualidade de vida, e transforme sua relação com a comida em uma fonte de prazer e bem-estar.

Nutricionista Comportamental Giseli Reis | CRN3 29082

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Fonte: Alvarenga, Marle; Figueiredo, Manoela; Timerman, Fernanda; Cynthia, Antonaccio (orgs.). Nutrição Comportamental. 2. ed. Barueri: Editora Manole, 2019.

Quero emagrecer, por onde começo?

Você não precisa começar uma dieta hoje! Ao invés de restringir e mudar o que você come radicalmente, comece observando os seguintes aspectos:

Antes de comer:
Quais são os seus pensamentos?
O que você sente fisicamente no seu corpo?
Como está a sua disposição, sua concentração e seu humor?

Enquanto estiver comendo preocupe-se apenas em comer. Curta esse momento, você está nutrindo o seu corpo e isso é necessário. Permita-se sentir prazer com o que você está comendo, não dê lugar para a culpa.

Na “metade do prato” avalie quanto ainda parece ser necessário comer para que você se senta bem e saciado, sem ter mais os sinais de fome que você reconheceu antes de começar a comer.

Se sobrar e puder, guarde. Se sobrar e não tiver como guardar, lembre-se de que você superestimou sua fome e na próxima refeição pode pensar em pegar uma porção menor. E se pegou menos do que a fome pede, pegue mais. Não saia da mesa com fome e nem empanturrado.

Faça isso sempre que puder e comece a cultivar uma melhor relação com sua alimentação.

Beijos da Nutri | Giseli Reis CRN3 29082

nutricionista “sem dieta”!

É óbvio que todos nós associamos o nutricionista à dieta. E está certíssimo! Prescrição de dieta é atribuição privativa do nutricionista e está nos termos da Lei nº 8.234, de 17 de setembro de 1991. Sendo está de atribuição privativa, significa que somente o nutricionista tem a prerrogativa e o conhecimento fundamental de fazê-la, excluindo-se quaisquer outros profissionais: coach, profissional da educação física, personal trainer, médico (Nutrólogo é médico – muita gente acha ser sinônimo de Nutricionista).

Próximo ponto é entender que a origem da palavra dieta vem do grego díaita e significa modo de viver. Mas com o tempo outros significados foram sendo atribuídos, como:

  • Quando diz respeito a alimentação habitual de (alimentos sólidos e líquidos) que uma pessoa ingere;
  • A indicação que o médico faz de que tipo de alimentação o doente ou convalescente (geralmente em ambiente hospitalar) está apto a receber: dieta enteral, parenteral, via oral – líquida, pastosa, geral, etc;
  • Referente a abstenção de certos alimentos para fins terapêuticos: por exemplo no tratamento da doença celíaca (condição autoimune) tem que haver a exclusão de alimentos que contenham glúten para que a doença não progrida;
  • Quando, na nutrição, faz-se referência a predominância de determinado tipo de alimento: dieta vegetariana, dieta ovo-lacto-vegetariana, dieta vegetariana estrita, etc;
  • Quando diz respeito ao tipo de alimentação ou preceitos alimentares característicos de certas populações, seja por motivos regionais, culturais, religiosos, etc.

E o “sem dieta” referido no título deste post chama atenção para a abordagem utilizada em minhas consultas também chamada “nutrição comportamental” ou “não prescritiva”. Que propõe trabalhar a alimentação do paciente de forma mais abrangente e humanizada, considerando não somente os aspectos biológicos, mas também os aspectos psicológicos, sociais e culturais que influenciam nossas escolhas alimentares. Se opondo desse modo ao que a palavra “dieta” costuma remeter: uma alimentação restrita a poucas opções e geralmente feita por um período para um emagrecimento que em 95% dos casos não se sustenta.

No acompanhamento nutricional sem dieta não há autoritarismo na relação nutricionista-paciente, e isso faz total diferença no protagonismo do paciente na construção de seus novos hábitos. O paciente participa de fato tomando decisões com o apoio do nutricionista, sem temer ser julgado, muito pelo contrário, está constantemente sendo ouvido e atendido.

Pode-se fazer uso de um plano alimentar, mas ele é apenas um dos recursos possíveis de serem usados ao longo do acompanhamento nutricional. E usando ou não um plano alimentar, a relação com a alimentação e com o corpo será sempre tratada sem mentalidade de dieta e fazendo uso de diário de auto observação, dinâmicas, atividades, etc.

Também não haverá restrições alimentares injustificadas. Emagrecimento não é justificativa para não comer alimentos com glúten, lactose, carboidrato, açúcar gordura, etc. Quando houver condição clínica que justifique restrição alimentar, essa será respeitada e trabalhada de maneira gentil (não traumática), muito provavelmente com uso de plano alimentar para trabalhar substituições e combinações, o que ajuda a aumentar a variedade de escolhas alimentares, para não comprometer nem a saúde, nem o relacionamento do paciente com a comida.

E ao parar de “fazer dieta”, dia após dia o paciente consegue trazer o foco, força e fé o olhar, o interesse e a motivação para a mudança dos hábitos. Dia após dia, vai resgatando a conexão com o próprio corpo, que as “dietas” roubaram, vai aprendendo a identificar e lidar com os gatilhos que o fazem comer mesmo sem fome. E dessa forma quebra o ciclo vicioso das dietas, do descontrole, do efeito sanfona. E passa a se alimentar “apenas” confiando nos sinais do próprio corpo, aproveitando cada momento da sua vida, com muita saúde, em paz com seu corpo e com a comida!

Já pensou em melhorar a sua relação com a comida e com o corpo, sem dieta? Comenta aqui.

Beijos da Nutri Giseli Reis | CRN3 29082

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Porque você deveria evitar grelhado com salada no jantar

Essa costuma ser uma das primeiras mudanças feitas na alimentação de quem quer ser mais saudável:

Comer grelhado com salada no jantar!

Mas isso pode acabar atrapalhando um dos outros pilares fundamentais para melhora da qualidade de vida…o sono reparador.

1º PORQUÊ:

Uma refeição com grande quantidade de proteína animal acaba sendo rica em aminoácidos que atrapalham o bom aproveitamento de triptofano (outro aminoácido). Em consequência disso não conseguimos produzir quantidade suficiente nem de serotonina, nem de melatonina (hormônio do sono).

2º PORQUÊ:

O triptofano que acabei de mencionar anteriormente é encontrado em maior concentração nos cereais integrais e leguminosas, por exemplo: arroz integral, aveia, quinoa, derivados de trigo integral (pães, massas) e feijões, grão de bico, lentilha, ervilha.

3º PORQUÊ:

Salada contém muitas hortaliças cruas, que para algumas pessoas é indigesto, provocando desconforto gástrico. O aquecimento (cozinhar, grelhar, assar) reduz a concentração de fibras e tende a melhorar a digestão. E sem azia, refluxo e barriga estufada, dorme-se melhor!

4º PORQUÊ:

E a salada crua geralmente não é a única culpada pela má digestão. As proteínas animais (carnes, ovos, lácteos) demandam bastante do nosso sistema digestivo, podendo até causar sonolência num primeiro momento, porém sem qualidade (vide “1º Porquê”).

Baixe aqui (gratuitamente) o e-book com receitas de jantares restauradores, nutritivos, práticos e cheios de sabor!

Aproveite e compartilhe esse post com quem também merece ter boas noites de sono!

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O que tem de bom na maçã e na banana?⁣

Quer versatilidade, praticidade, gostosura e nutrição? Nelas você encontra! 👇👇👇 Dá uma olhada aqui.⁣
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🍌 Da banana a gente pode ter uma massa base de bolo, ela faz a vez do ovo, além de adoçar, também combina super na farofa salgada, na forma de purê, grelhada com um queijo coalho, no prato com arroz e feijão, congela já descascada e depois bate até virar creme e tá feito um sorvete, além de saciar aquela fominha que pode surgir a tarde ou até mesmo para dar energia para um treino/ exercício de até 60 minutos.⁣
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🔸 E como vocês adoram saber dos benefícios, a banana tem ação antioxidante, antiinflamatória, antidiarréica, antidislipidémico, calmante e imunoestimulante. ⁣
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📆 Apesar de termos bananas o ano todo, a época vai de agosto a dezembro.⁣
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🍎 E a maçã não perde em nada para a banana podendo também servir de substituto do ovo (quando na forma de purê) em receitas de bolo, para adoçar bebidas e geleias, no meio de uma saladona colorida, no frango ao curry, como acompanhamento de carne suína, e vai bem quando ainda falta uma horinha pro almoço ou jantar ficar pronto e a fome já está ficando gigante. ⁣
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🔸 A maçã tem ação antioxidante, digestiva, calmante, vermífuga, diurética, antiinflamatória, anticarcinogênica e laxativa. E quando SEM a casca torna-se obstipante (prende o intestino). ⁣
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📆 Também temos maçãs o ano todo, mas a época vai de agosto a maio.⁣
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Minhas preferidas são a 🍌banana prata e a 🍏maçã verde. Como a banana antes da corrida de manhã e a maçã verde no frango ao curry. Agora me conta de você? ⁣
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Também compartilha se você gostou e foi útil! 😉⁣
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